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Chamada para publicação: Currículo: desafios e possibilidades em tempos de novas políticas educacionais

Escrito por 12/06/2019
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Submissão: até 30 de junho de 2019

A revista Perspectivas em Educação Básica, publicação digital do Colégio de Aplicação da UFRJ veiculada anualmente, seleciona artigos e ensaios fotográficos para o seu terceiro número, que será publicado no segundo semestre de 2019. O tema dessa edição é “Currículo: desafios e possibilidades em tempos de novas políticas educacionais”. 

Nas últimas duas décadas, a diversidade do campo dos estudos curriculares foi ampliada, especialmente após a incorporação de novas perspectivas conceituais, como as teorias de currículo pós-estruturalistas, multiculturais, fenomenológicas e decoloniais. Muitos são os autores que discutem o conceito de currículo sob diferentes prismas. Enquanto Roberto Sidnei Macedo compreende currículo escolar como “um artefato socioeducacional que se configura nas ações de conceber/selecionar/produzir, organizar, institucionalizar, implementar/dinamizar saberes, conhecimento, atividades, competências e valores visando uma ‘dada’ formação (MACEDO, 2007, p. 24)”; Alice Casimiro Lopes lembra que “o currículo é fruto de uma seleção da cultura e é um campo conflituoso de produção de cultura, de embate entre sujeitos, concepções de conhecimento, formas de entender e construir o mundo” (LOPES, 2004, p. 111). Já José Augusto Pacheco, a partir das reflexões de Garcia e Moreira, defende que “o conhecimento curricular não é de natureza puramente técnica e generalizável, a identidade daí resultante é algo em construção e a sua natureza epistemológica é interdisciplinar, de fronteiras porosas e, inclusive, indefinidas e incertas” (GARCIA; MOREIRA, 2003 apud PACHECO, 2013, p. 449). 

Independentemente da abordagem, é inegável a centralidade do currículo nas políticas educacionais no mundo globalizado. Como enfatiza Lopes (2004, p. 110), diversas ações constituem as reformas educacionais como: mudanças em legislações, formas de financiamento, relações entre os poderes oficiais, gestão das escolas, formação profissional – em especial a de professores – e seus dispositivos de controle e os processos de avaliação centrados em resultados. 

Nesse sentido, cabem as perguntas: qual é o espaço da autonomia docente na construção do currículo escolar? Como podemos protagonizar mudanças curriculares que efetivamente atendam à realidade dos estudantes da Educação Básica? É possível normatizar algo tão plural quanto o currículo? Em que contextos e de que maneira ele se efetiva? 

Sendo assim, convidamos autores a apresentar pesquisas, experiências e reflexões sobre o seu ensinar e aprender à luz das perguntas acima. Nas palavras de Miguel Gonzáles Arroyo, “é urgente recuperar o conhecimento como núcleo fundante do currículo e o direito ao conhecimento como ponto de partida para indagar os currículos” (GONZÁLES ARROYO, 2007, p. 26). 

Os trabalhos devem ser enviados para o email perspectivascapufrj@gmail.com até 30 de junho de 2019 e devem ajustar-se às diretrizes apresentadas abaixo. 

 

Diretrizes para autores 

Aberta à colaboração de pesquisadores do Brasil e do exterior, publicará artigos inéditos em português e divulgará discussões e pesquisas inovadoras em torno de temas voltados à Educação, prioritariamente como resultados de projetos de ensino, pesquisa e extensão. Também está aberta a produções artísticas e culturais no formato de ensaios fotográficos com foco na Educação Básica e em suas práticas. 

Contamos com três seções abertas à submissão: 

Interseções: com submissões abertas para graduados; 

Gradações: voltada para relatos de experiência e pesquisa desenvolvida na interseção entre a prática e a pesquisa docente, vivenciadas em instituições de Ensino Básico e aberta à submissão de propostas de graduandos das licenciaturas. 

Olhares: com a proposta de formato de ensaio fotográfico, esta seção está aberta a graduados. 

O material enviado anonimamente será avaliado por dois pareceristas da área. Para tanto, o autor não poderá se identificar no corpo do texto, nem nas imagens fotográficas, devendo enviar nome, título do trabalho e breve apresentação do autor em arquivo “.doc” ou “.docx” separadamente. 

Na seção Interseções, os artigos devem ser assinados por, no máximo, três autores. As contribuições de demais participantes de projetos que inspiraram os textos devem ser referenciadas em notas de rodapé. 

Nas seções Gradações e Olhares, não há limites para o número de autores. 

Os autores devem seguir rigorosamente as seguintes indicações de formatação abaixo. 

Normas de publicação 

Interseções e Gradações: 

1. O artigo deve ter resumo e abstract com extensão entre três e dez linhas, assim como de três a cinco palavras-chave e keywords. A revisão do abstract é de inteira responsabilidade do autor. 

2. O corpo do texto deverá ter no mínimo 20.000 e no máximo 40.000 caracteres sem contar os espaços em Word, margens 2,5 cm, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entrelinhas 1,5. As citações devem ser recuadas em 2,5 cm, letra tamanho 11 e apenas modificando-se o espaçamento (simples). 

3. Todos os artigos enviados para submissão deverão estar como documento Word, em extensão “.doc” ou “.docx”. 

4. O título (e subtítulo, se houver) deve ser justificado e aparecer em bold e em caixas A e b. (Exemplo: A poética do esquecimento na literatura do século XX). 

5. As notas devem se restringir a explicações, complementos e desambiguações indispensáveis e devem vir ao final do texto. As bibliográficas devem ser dispensadas, adotando-se a forma mais simples, entre parênteses, como nos exemplos: (DELEUZE, 2010, p.13); conforme Foucault (2009, p.5). 

6. As referências completas devem ser listadas ao final do texto (modelo ABNT), conforme exemplos abaixo. (Usar itálico para destacar o título e não bold). 

Artigos de periódicos 

DEMO, Pedro. Aprendizagem por problematização. In: Sinais Sociais, Rio de Janeiro, v. 5, n. 15, p.112-137, jan. 2011. 

DIAS, Marco Antonio R. Comercialização no ensino superior: é possível manter a ideia de bem público? In: Educação & Sociedade, Campinas, v. 24, n. 84, p.817-838, set. 2003. 

Capítulos de livros 

CANDIDO, Antonio. O significado de Raízes do Brasil. In: HOLANDA Sergio Buarque de. Raízes do Brasil. 25. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1993. p. 39-49. 

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Tratado de nomadologia: a máquina de guerra. In: DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Trad. Aurélia Guerra Neto e Celia Pinto Costa. São Paulo: Ed. 34, 1980. v. 5, p. 14-110. 

Documentos eletrônicos 

IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: síntese de indicadores: 2002. Rio de Janeiro, 2003. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2002/sintesepnad2002.pdf>. Acesso em: 21 jul. 2013. (Livro). 

Livros 

HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1936. 

Trabalho acadêmico 

VILLAS BÔAS, G. A vocação das ciências sociais: (1945/1964): um estudo da sua produção em livro. 1992. Tese (Doutorado em Sociologia). Universidade de São Paulo, São Paulo, 1992. 

7. Anexos, tabelas, gráficos, fotos, desenhos e links para vídeos, com suas respectivas legendas, devem ser apresentados no interior do texto, no local adequado ou em anexos separados do texto com indicação dos locais nos quais devem ser inseridos e são muito bem-vindos. Solicita-se que as fotografias e demais imagens enviadas tenham boa resolução (tamanho mínimo 10x10cm e resolução 300 dpi). Do mesmo modo, solicita-se que tabelas venham em arquivo PDF, de modo a permitir a edição garantindo sua legibilidade. 

Olhares: 

1. O ensaio fotográfico deve conter entre 5 e 10 imagens e vir acompanhado de um breve texto introdutório. O corpo do texto deverá ter entre 900 e 2.000 caracteres sem contar espaço (1 página) em Word (.doc ou .docx), margens 2,5 cm, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entrelinhas 1,5. As citações devem ser recuadas (2,5 

cm) mantendo-se o tamanho da letra (12) e apenas modificando-se o espaçamento (simples) e as referências bibliográficas utilizadas no texto devem adotar a forma mais simples, entre parênteses, como nos exemplos: (DELEUZE, 2010, p.13); conforme Foucault (2009, p.5). 

2. O título (e subtítulo, se houver) deve aparecer em bold e em caixas A e b. (Exemplo: A poética do esquecimento na literatura do século XX). Título deve ser justificado e acompanhado da data de realização do ensaio. 

3. As imagens devem ser entregues em arquivo digital (jpeg) com sua maior dimensão - se a imagem for vertical, altura; se horizontal, largura – medindo 21cm e com resolução de 300dpi. Solicita-se que as imagens do ensaio tenham o mesmo tamanho. 

4. As legendas ficam a cargo do autor, e devem aparecer em arquivo separado “.doc”, numeradas/ nomeadas segundo o arquivo da imagem correlata. 

REFERÊNCIAS:

GARCIA, R. L.; MOREIRA, A. F. Currículo na contemporaneidade: incertezas e desafios. São Paulo: Cortez Editora, 2003.

GONZÁLES ARROYO, Miguel. Indagações sobre currículo: educandos e educadores: seus direitos e o currículo / [Miguel Gonzáles Arroyo]; organização do documento Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.

LOPES, Alice Casimiro. Políticas curriculares: continuidade ou mudança de rumos? In: Revista Brasileira de Educação. Maio /Jun /Jul /Ago 2004 N. 26.

MACEDO, Roberto Sidnei. Currículo: campo, conceito e pesquisa. Petrópolis: Vozes, 2007.

PACHECO, José Augusto. Estudos curriculares: desafios teóricos e metodológicos. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v. 21, n. 80, p. 449-472, jul./set. 2013.

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